É conhecida a lenda de uma jovem que, para salvar a vida do seu pai, entrou no exército chinês em seu lugar, se passando por um homem, e acabou sendo a principal peça de combate para derrotar o exército inimigo. Tanto no filme como no desenho produzido pela Disney, Mulan é retratada como alguém que desobedeceu a tradição de uma civilização com papéis de gênero bem definidos, onde homens iam para a guerra lutar, enquanto mulheres deviam se ocupar em procurar um marido, casar-se e, dessa forma, honrar a sua família. Quem lembra da casamenteira?
Muitos de nós vivemos sob expectativas bem definidas para nossas vidas. O que fazer, o que estudar, com quem casar… Tudo isso, as vezes, nos desanima e desencoraja de vivenciar aquilo que nascemos para fazer, e de alcançar um futuro “só nosso”. Apenas nós mesmos sabemos das próprias limitações que podem nos conduzir ao fracasso, e das habilidades capazes de construir um amanhã satisfatório, que nem sempre é aquele esperado por todos.
A história conta que Mulan, sendo obrigada a esconder o seu verdadeiro eu, enfrenta as dificuldades de ser uma mulher no meio de homens que não fazem ideia do seu segredo, precisando agir como um deles a fim de ganhar a confiança do general e de seus companheiros, desenvolver força física e aprender a lutar para, no final, cumprir o seu objetivo de derrotar o inimigo e trazer honra para sua família.
“Loyal, brave, true”
Em todo o tempo, Mulan se mostrou leal ao seu país e ao seu povo, mesmo quando foi expulsa da tropa e ter sido tentada a lutar em favor do inimigo por falta de reconhecimento da sua condição de guerreira. Corajosa, mesmo sabendo que seu retorno ao exército chinês poderia resultar em sua própria morte. Verdadeira, por ter assumido a sua identidade. O medo não parou Mulan. Mesmo com todas as condições desfavoráveis, possuía objetivos bem definidos e princípios sem os quais não poderia gerar honra.
“Não há coragem sem medo”
Mulan observou, pouco antes de uma batalha. Tal ensinamento é essencial para entendermos que o medo é um sentimento natural quando optamos por correr grandes riscos. Os desafios amedrontam, e o medo de falhar não significa que estamos no caminho errado, apenas que estamos nos defrontando com algo novo a que atribuímos certo grau de importância. No caso dos companheiros de Mulan, o medo era de morrer em batalha, mas, para nós, podem ser outros. Ainda assim, mesmo com incertezas, a guerreira seguiu em frente e enfrentou o inimigo. Mulan salvou a vida do imperador e a China da dominação do exército inimigo; no final das contas, trouxe honra para sua família e comunidade, tudo isso por que a sua coragem foi maior que os seus medos.
Qual medo tem te impedido de avançar?